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segunda-feira, 4 de maio de 2015

«Amo o Sol, tudo o que brilha
Pelos raios da felicidade anunciada
Numa intensa alegria ou vã agonia.
As palavras soltam-se
Da minha boca
Como dardos certeiros
Por entre as estrelas que ainda brilham.

Aos homens se dirigem,
Visam o seu rosto
Suspenso e decomposto
Na face dos grandes mistérios do Mundo,
Nos terrores da Guerra,
Nos visos sanguinários e denegridos
De todos os opressores,
Nos medos das gentes acabrunhadas,
Maltratadas, em nome de um tal dito
Progresso, nas trevas, um dia lançado.
Isabel Rosete, in livro "Vozes do Pensamento", de Isabel Rosete

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